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16/01/2008
Leia os principais trechos da entrevista coletiva do Guga


Transcrição principais trechos da entrevista coletiva do Guga
15.01.2008

Convivência com a decisão
“Hoje é um dia especilamente importante, por estar esclarecendo tudo isso [despedida] e vinvendo no dia-a-dia o que eu tenho como objetivo. Há umas duas semanas mais ou menos a gente definiu alguns torneios, o que deveria ser o planejado para jogar esse ano, e o quanto antes eu pudesse passar isso para conviver com isso no dia-a-dia e tocar minha vida dentro dessa realidade e sabendo também que as pessoas vão ter essa expectativas e não achar que eu vou jogar mais um ano, minha vida sempre foi muito aberta e transparente em relação ao que eu quero. Foi para eu transparecer para mim esse lado, ter um pouco mais de tranbquilidadee tirar aquela expectativa que no ultimos anos eu sempre tava correndo atras e em busca de uma melhoria na parte fisíca e nao estava encontrado. Então, na minha cabeça está sendo mais fácil e voltando a ter mais alegria no dia-a-dia e visualizando mais para frentre como vai ser cada evento, e tentar dar a última arracanda para tera algum tipo de inspiração nesses últimos campeonatos e está sendo um momento diferente, mas melhor do que estava no ano passado.”

Decisão e Família
“O pessoal da minha família sempre me apoiou. Isso para mim foi uma base que eu tive para todas decisões e ainda tenho seja para o lado profissional como o pessoal. Acho que eu tive uma sorte imensa de ter uma família tão coesa e tão presente em minha vida. Eles me ajudaram bastante. Eu estive pensando nos últimos três meses que a gente ficou estudando um pouco mais, vendo opiniões tanto da minha família como do Larri, para ver de que forma seria essa transição até o fim da minha carreira. Então foi uma coisa bem pensada, bem elaborada, sempre falei que gostaria de ter algo bem planejado para o fim da minha carreira até para eu ter um tempo de desfrutar da última parte que para mim tem um saborzinho diferente. E acho legal porque terei alguns meses para ainda poder me preparar um pouco melhor para alguns eventos e para ter esse último gostinho e ir lá e competir e não deixar nenhum tipo de lacuna para trás. Foi uma coisa muito bem planejada e eu acho que eu vou poder nesse tempo me preparar para curtir esses últimos meses.”

Carreira
“O que vem logo na minha cabeça, eu olho para trás hoje eu vejo como eu fui feliz jogando tênis. Eu tive momentos diversos um do outro ao longo da minha carreira superei minhas expectativas em todos aspectos. Sempre continuei tento o mesmo prazer em jogar, a mesma felicidade nas minhas conquistas sejam elas grandes ou pequenas, ou mesmo no dia-a-dia treinando. Fui um cara muito felizardo em poder encontrar uma coisa na minha vida que eu pudesse fazer e que eu amasse.”

“Não era tortura nenhuma, não era sacrifício treinar cinco, seis horas por dia, deixando outras coisas de lado para jogar tênis, principalmente na época de juventude. Sempre priorizando essa parte de profissionalismo de tentar ter uma ambição no tênis. Isso teve a maior importância na minha carreira, o fato de quanto eu consegui me identificar com o tênis e o quanto isso foi prazeroso para mim.”

Retorno e Recado
“Acho que depois de tudo que eu conquistei, eu sinto sim um pouco de responsabilidade de tentar devolver de passar de volta essas felicidades que eu tive no tênis, seja paras crianças, para os fãs, ou para o próprio esporte. De certa modo todo esse período que eu vim jogando e a maneira que eu encarei o esporte acho que eu consegui também retribuir bastante, sendo um cara que inspirasse muita gente a começar a jogar ou até mesmo a ter interesse pelo esporte. Eu acho que isso só acontece quando tu realmente alcança esta conexão de fazer uma coisa no dia-a-dia que traga prazer, então tudo sai naturalmente, acaba contagiando as pessoas de uma maneira diferenciada. Acho que esse recado é o que eu devo passar para todo mundo.”


Turnê
“Acho que essas minhas participações vão ser bem emotivas , mas também muito importante. Vão ser gratificantes, um momento que eu vou me presentear com uma passagem de lembranças boas, porque o tênis só me trouxe coisa positiva. Não tenho nenhum tipo de remorsos ou coisas negativas em função do tênis. Vale a pena eu reviver esses torneio porque vai me encher de lembranças maravilhosas eu vou poder reviver alguns dos principiais momentos em termos de emoções que eu tive na minha vida.”


Copa Davis
“A Copa Davis sempre significou tudo para mim. Joguei todas Copa Davis, apesar de inúmeros problemas que a gente teve na outra gestão.Me sacrifiquei bastante dentro de Copa Davis, jogando com cãibra. Até hoje essas partidas junto com meus maiores títulos são as que mais significaram para mim, com o pessoal vibrando e torcendo. Isso está dentro de mim. Se eu puder jogar uma Copa Davis é legal, mas não é uma decisão pessoal também. Eu teria que estar melhor que os nossos melhores jogadores, tem que estar muito bem também para agüentar melhor de cinco sets nesse mesmo nível, então depende um pouco mais de uma situação de três, quatro semanas antes da Copa Davis. É difícil de programar agora, e além disso a gente tem outros jogadores, o capitão, não sou hoje um cara garantido na equipe. OS caras estão jogando muito mais torneios, num nível mais alto. Se eu tiver uma surpresa positiva nestes torneio que eu jogar e vitórias que me dêem a confiança de me sentir preparado para jogar a Copa Davis, jogando, quem sabe num nível superior aos outros jogadores eu gostaria muito que eu acontecesse. Dentro da minha previsão, o mais certo são os eventos.”



Melhores Momentos
“Em termos de conquistas, desafio pessoal e que eu me senti realizado em termos de objetivos foi a Masters Cup de Lisboa, que eu acabei conquistando muita coisa. De uma vez só e muito importante. Todo mundo do meu lado, minha família toda lá, eu falando português, foi uma coisa muito especial, diferenciada de todas as coisas que eu tive.

Um outro momento que foi uma experiência inesquecível para mim, talvez a mais emotiva e mais marcante foi aquele jogo contra o [Michael] Russel em Roland Garros, em que eu acabei fazendo aquele coração na quadra, salvei match-point. A sensação que eu tive ali, acho que foi a mais forte que eu tive em todos os momentos que eu jgouei profissionalmente.”



Momento ruim
“Não tem nada que me deixa decepcionado por não ter conquistado. Acho que tudo que eu fiz foi muito além do que eu sempre imaginei. Então eu me sinto muito realizado por isso. Para ser bem sincero o tênis não me deu uma decepção. Teve momentos difíceis, horas que foram duras. Não tem nenhuma lembrança negativa, talvez essa dorzinha que eu vou ter para o resto da minha vida. Mas eu só tenho a agradecer.”



Genialidade
“Eu acho que eu tive alguns momentos de genialidade, sim, a minha maneira. Acho que meu grande diferencial sempre foi a parte mental e a parte estratégica e muito inesperado. Sempre fui um cara que tive muitas cartas na manga. Acho que essas três no tênis são muito importantes. E hoje em dia se vê muito pouco disso. Eu acredito principalmente pelo que eu acompanhei nesses últimos anos o tênis sentiu bastante minha ausência. Eu vi que as pessoas comentaram muito e ficou uma lacuna, na minha cabeça eu tenho certeza que seriam meus melhores anos. São suposições que ficam no ar e é o bacana do esporte, de ser sempre imprevisível. Em termos de presença e de ser um cara marcante no tênis eu acho que pelo pouco tempo que eu competi eu acho que foi muito além do que eu esperava. Fui um cara que consegui com o próprioo Federer e o Agassi, contagiar muita gente pelo tênis, e deixar muita gente impressionada, motivada ou interessada no tênis.”


Elogios
“O maior elogio foi o do Agassi depois da final em Lisboa. Foi algo que eu leve ao pé da letra "aproveita bastante esse momento é uma coisa diferenciada e passa rápido" e foi um negócio que ficou marcado. E também do Kafelnikov em roland Garros, depois que eu ganhei três vezes dele lá ele me comparando como se seu fosse o Picasso das quadras sempre com jogadas inesperadas, impressionantes assim.”

Realidade
“Torcer para chegar nesse caminho, para ter no masculino e no feminino, jogadores figurando entre os 100 do mundo, mas quem sabe entre os 50 do mundo e com isso a gente mantém uma chama acesa, mantém o interesse no tênis, em desenvolvimento e assim a carruagem começa a andar tranquilamente e pode-se fazer trabalhos paralelos para isso ir melhorando.”

Capitão da Copa Davis
“A curto prazo ], Copa Davis não é nenhum objetivo. Quem sabe futuramente ser capitão da Copa Davis, tem muita coisa a ver comigo faria todo sentido, vejo que pode ser uma possibilidade.”








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