12/09/2007
Guga: "Vamos jogar contra a Áustria, na superação"
Gustavo Kuerten iniciou nesta quarta-feira, em São Paulo, a preparação para a disputa do Play-Off do Grupo Mundial da Copa Davis, em que o Brasil enfrentará a Áustria, entre os dias 21 e 23 de setembro, em Innsbruck.
Ao lado de Flávio Saretta, Marcelo Melo, André Sá, Ricardo Mello, do capitão Francisco Costa e de Thomaz Bellucci, convocado para integrar o time na fase de treinamentos, Guga treinou durante duas horas nas quadras cobertas da Academia Paulistana e depois conversou com a imprensa.
“Acho que as nossas chances de vitória são menores do que a da Áustria, que vai jogar em casa, no piso que eles escolheram – carpete coberto – e com vários jogadores entre os top 100. Vamos trabalhar bastante esses dias e jogar na base da superação,” disse Guga, que integra a equipe como o quinto jogador. “Para mim, profissionalmente vai ser muito importante treinar, participar da equipe e para eles, os jogadores também, que vão usufruir de toda a vivência e experiência que eu tenho.”
O tricampeão de Roland Garros falou que dificilmente deverá entrar em ação durante o confronto, no Olympiaworld. “As chances de eu jogar a Copa Davis, eu diria que são mínimas. Só devo entrar caso aconteça alguma coisa com um dos quatro jogadores, que não é o que a gente quer. Hoje em dia a nossa dupla está em boas mãos, com o Marcelo e o André. A dupla está muito bem representada.”
Guga aproveitou a oportunidade para falar que pretende disputar alguns torneios da temporada de quadras de carpete cobertas, na Europa, nas duplas a partir de outubro, mas enfatizou que não tem a intenção de só jogar nesta categoria. “Foi muito bom eu ter jogado a dupla no US Open, fez muito bem para mim e quero usar a dupla como uma transição para a simples.”
Perguntado sobre o convite que teria recebido para ser capitão da Copa Davis, Guga afirmou que neste momento nem “passa pela cabeça ser o capitão. Meu papel é na quadra, ajudando os jogadores, como fiz com o Marcelo e o André em Wimbledon, no US Open e como sempre gostei de fazer. Quero muito ajudar o tênis brasileiro. Mas, o que eu vejo é que ainda não temos muitas pessoas capacitadas e dedicadas, no dia-a-dia, para fazer bem esse trabalho, de desenvolver o tênis no Brasil.”
Guga permanece, em São Paulo, com a equipe até sexta-feira, quando embarca para Áustria.